Burn Rate, a métrica que te ajuda a não ficar no vermelho

Você já ouviu falar em Burn Rate? Sabe o que significa? 

Burn Rate é o valor gasto por mês para sustentar a operação de um negócio. 

O Burn Rate pode servir para calcular o tempo que o negócio vai levar para “se quitar” – considerando todos os investimentos que foram feitos – ou até o tempo que o negócio levará para se tornar rentável e atingir o break-even, ou seja, quando o total das receitas é igual ao total dos gastos.  

Segundo um levantamento da aceleradora Startup Farm, 74% das startups fecham após cinco anos de existência. Isso acontece, principalmente, devido à falta de planejamento financeiro. E o Burn Rate pode solucionar este problema. 

O Burn Rate representa a velocidade com a qual uma empresa pode gastar o seu capital para pagar as despesas antes de conseguir um fluxo de caixa positivo. Em outras palavras, trata-se da taxa de dinheiro gasto de uma startup que ainda não tem lucro.  

É muito importante que o Burn Rate esteja previsto desde o início do planejamento de um novo negócio, já que irá calcular gastos naturais a partir do momento que a startup é criada, e mensura até o momento que ela atingir o ponto de equilíbrio. Desta forma, se a empresa começar a se exceder nos gastos e a velocidade de gastos superar o planejado, sem que haja compensação na receita, é preciso criar estratégias para reduzir o Burn Rate. 

Como calcular o Burn Rate da minha startup? 

Geralmente, mede-se o Burn Rate calculando o quanto o negócio gasta em um mês para se manter na ativa, relacionando essa quantidade com o capital de giro disponível. 

Mas é preciso levar em consideração que existem dois tipos de Burn Rate:  

  • O bruto, que é o gasto total da empresa no mês;  
  • E o líquido, que é mais usado e é o valor perdido em determinado período.  

Na prática, digamos que a empresa tinha R$ 1 milhão em caixa no dia 1º de janeiro e que em 1º de junho, havia apenas R$ 500 mil sobrando em sua conta. Seu Burn Rate, portanto, é: 

(R$ 1 milhão – R$ 500 mil) / 5 = R$ 100 mil/mês. 

Geralmente, as startups operam com fluxo de caixa negativo. Nesse caso, o Burn Rate permitirá aos empreendedores e investidores estimarem o tempo de vida dessa startup até sua próxima rodada de captação. 

Há três aspectos financeiros que ajudam a compreender o Burn Rate e organizar as contas da empresa ou startup. Veja quais são: 

Burn Rate Líquido x Burn Rate Bruto 

Como já mencionamos, existem dois tipos de burn rate: o bruto e o líquido. O primeiro representa os gastos totais da empresa. Já o líquido, que é o mais utilizado, é o valor perdido durante determinado período. Mark Suster, empreendedor e criador da Upfront Ventures, publicou um artigo no Both Sides of The Table que explicava: esses valores sinalizam aos investidores a rapidez com que sua equipe precisa angariar fundos, bem como o risco que a empresa está correndo. 

Crescimento x Rentabilidade 

Empresas que estão reduzindo rapidamente as receitas e com margem bruta mais alta devem investir tanto em capital de crescimento quanto em gestão. Isso vai permitir que sua empresa cresça em uma escala mais rápida e consiga, com isso, equilibrar o Burn Rate com a rentabilidade obtida. 

Disponibilidade de capital 

Não há uma resposta objetiva para quando a pergunta é “quanto capital minha startup deve queimar?”. Isso depende de diversas questões únicas e particulares de cada empresa, e vai depender do segmento em que atuam. A postura de liderança dos gestores, o planejamento da saúde financeira e, acima de tudo, a disponibilidade total de capital devem ser levados em consideração nessas horas. 

A Teoria da Cebola, de Andy Rachleff 

Andy Rachleff, professor de empreendedorismo em Stanford e sócio do fundo de Venture Capital Benchmark, desenvolveu o que ele chamou de Teoria da Cebola para explicar a importante relação entre as diferentes fases de risco de uma startup e a sua alocação de capital. 

Segundo a teoria, uma startup, em seu primeiro dia, enfrenta todo tipo de risco:  

  • Há o risco de os fundadores não conseguirem trabalhar juntos;  
  • Depois o risco de não conseguirem criar um bom produto;  
  • O risco do lançamento não dar certo;  
  • O risco de o mercado rejeitar o produto;  
  • O risco de os clientes não estarem dispostos a pagar seu preço;  
  • E, se for um B2C, há também o risco de a startup não atingir o crescimento viral que necessita.  

Enfim, uma startup é composta por uma longa lista de riscos e o desafio, tanto para quem empreende quanto para quem investe, é saber descascar as “camadas certas da cebola” ao longo do caminho, calibrando a quantidade de capital necessário para remover cada uma delas. 

Resumindo, com o cálculo do Burn Rate você será capaz de saber em quanto tempo o seu negócio vai sair do vermelho, e quando irá atingir o break even (o ponto de equilíbrio entre receitas e gastos). E essa informação é válida tanto para saber a situação financeira do seu negócio quanto para investidores que tenham interesse em investir na sua startup. 





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