Coisas conectadas: como elas vão liderar o setor de transportes

Por: tegUP, aceleradora de startups. 

 

O mercado de Internet das Coisas (IoT) no Brasil movimentou US$ 1,35 bilhão em 2016puxado pela indústria automotiva e pelas verticais de manufatura, de acordo com estudo a Frost & Sullivan. Até 2021, receitas de US$ 3,29 bilhões são previstas — a estimativa se refere a hardware (módulo de conectividade e outros componentes), software e serviços diretamente ligados a soluções IoT. 

 

Se hoje olhamos que coisas conectadas estarão mais presentes no mercado, quando se trata do mercado automotivo não haverá o que não seja conectado. Desde carros a componentes que o formam e que dialogam com eles – com eles, não com humanos – pelas ruas e estradas.   

 

A CET está substituindo parte de seus funcionários por radares inteligentes de velocidade – que enxergam sua placa e buscam débitos relacionados a ela muito mais rápido que pessoas – e, quando não, drones. E com mais carros conectados nas ruas, logo não será preciso nem mesmo reconhecer a placa, pois o próprio carro se entregará aos sistemas ou os utilizará para garantir segurança e melhor dirigibilidade.       

 

autodesligamento e partida quando um carro para no farol também já é uma realidade de muitos carros. Mas a Audi está indo além desse dispositivo e testando um programa que verifica se o farol está aberto ou fechado antes de chegar até ele. As luzes de tráfego da cidade serão captadas diretamente pelo carro, que pode reduzir a velocidade ou acelerar somente quando necessário.  

 

A comunicação do carro ou caminhão com outros objetos ao redor também passa a ser automática. Por exemplo, para debitar o valor de um pedágio, alertar os órgãos públicos e de saúde em caso de acidentes ou avisar ao carro atrás que é hora de frear. 

 

Com a conexão fácil, aumentam também as possibilidades de lazer e de conforto, com a conexão do carro com lanchonetes que entregam seu pedido preferido na hora, sem precisar parar em cabines, apenas entendendo que seu carro está se aproximando e finalizando o pedido. Ele pode até tocar a música mais adequada automaticamente, de acordo com cada pessoa que estiver dentro do carro. 

 

E se veículos comerciais representam ainda a maior parte da conexão M2M (máquina para máquina) no mercado nacional, mas a situação pode logo inverter. A tendência é o crescimento exponencial dos sistemas de rastreamento de veículos de transporte e de cargas, com o reporte integrado e automático do veículo sempre que algo sair do planejado – e muitas vezes planejado pelo próprio veículo, não mais por um gerente de logística.   

 

A coleta de informações é outra frente essencial da IoT. Um projeto da Microsoft no Alaska colocou sensores da Weathercloud nos seus veículos de manutenção das estradas, coletando dados das condições da rodovia e do tempo (como temperatura da estrada, umidade, precipitação, etc.), automaticamente transmitindo isso via Bluetooth para o smartphone dos funcionários envolvidos. Os dados, computados pelo Microsoft Azure, são analisados automaticamente e criam um dashboard que ajuda as autoridades, os motoristas e o governo a tomarem as melhores decisões para a segurança da população frente a perigos climáticos.  

  

A Vodafone, que recentemente publicou um reporte sobre IoT na indústria de automóveis, ainda destaca 3 maneiras de uso dessa tecnologia para proteção dos condutores: os aplicativos de seguro sob medida (UBI), que registram detalhes do estilo de condução, local e horário;  os alertas de manutenção, que podem rastrear tudo, desde a pressão dos pneus até a temperatura do óleo; e os aplicativos de gerenciamento de frota, usados por empresas de aluguel, leasing e transporte, que podem monitorar quem está usando o veículo e a quilometragem.  

 

Eles entendem também que a IoT será responsável pela conexão de um amplo ecossistema automotivo, incluindo OEMs (fabricantes), concessionárias, seguradoras, fornecedores de acessórios, órgãos do setor público e outros provedores de serviços, tudo sendo transformado em informações de um modo complexo. 

 

Com todos participando desse ecossistema, a grande questão passa a ser segurança. A mesma pesquisa mostra que as empresas do setor automotivo mostram mais confiança que as outras para afirmar que têm o que precisam para gerenciar a segurança da IoT: 71% afirmam que seus processos são adequados e o mesmo montante afirma que sua tecnologia é robusta o suficiente.  

 

Com tantos ataques hackers acontecendo em sites e sistemas diversos, será que as novas soluções de IoT na indústria automotiva estão mesmo preparadas?  

 

 

Sobre o Autor 

tegUP é uma aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento. 

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