Coronavírus: compras on-line crescem e e-commerces adaptam operações e entregas

A pandemia de COVID-19, mais conhecido como Novo Coronavírus, teve início na China, e acabou se espalhando rapidamente por todos os continentes. 

Como medida de prevenção ao contrário, comércios físicos de todos os segmentos foram obrigados a fecharem as portas durante o período de quarentena, o que trouxe sérios impactos para a economia mundial.  

Os reflexos disso foram percebidos no mercado global, incluindo os setores de logística e transporte. 

Sem poder ir aos shoppings e lojas de rua, os consumidores se voltaram ao comércio eletrônico. Para lidar com o aumento da demanda, e ainda proteger funcionários e entregadores, empresas do setor precisaram ajustar suas operações. 

Devido ao isolamento social causado pela pandemia do Coronavírus, observou-se um significativo aumento de compras on-line, não somente para produtos das categorias de saúde e higiene/cuidados pessoais (como o álcool em gel 70%, item bastante procurado e com estoques constantemente esgotados por ser eficaz na higienização das mãos, superfícies e objetos de uso frequente). O segmento de alimentos e bebidas também teve aumento significativo durante a pandemia, já que os consumidores evitavam sair de casa até mesmo para ir ao supermercado. 

Enquanto as lojas físicas permaneciam fechadas ou parcialmente abertas (aceitando pedidos somente pelo balcão ou por serviço de delivery), os comércios que já tinham lojas virtuais tiveram que se preparar e adaptar para atender a demanda crescente de pedidos. 

O Carrefour Brasil, por exemplo, viu seu e-commerce triplicar com o Coronavírus. Em apenas 15 dias, o grupo tomou 240 decisões para responder ao crescimento da demanda nas lojas físicas e on-line no Brasil em meio à pandemia da COVID-19. 

Com cerca de 3 mil funcionários afastados das funções por pertencerem ao grupo de risco ou apresentarem sintomas do vírus, o Carrefour Brasil abriu cerca de 5 mil vagas temporárias, totalizando mais de 85 mil trabalhadores no país. O varejista também intensificou as negociações com fornecedores para evitar escassez de mercadorias e aumento nos preços de 200 produtos de marca própria até 3 de junho. 

Para o gigante de marketplace Mercado Livre, no mês de março as categorias de saúde, cuidado pessoal e alimentos e bebidas (consideradas como primeiras necessidades) registraram crescimento de 15% quando comparado ao mês todo de fevereiro deste ano. Na comparação com a primeira quinzena de março do ano passado, o crescimento foi de 65%.  

Nos Estados Unidos, o aumento no comércio eletrônico levou a Amazon a contratar mais 100 mil funcionários para suprir a demanda. 

Em relação aos entregadores, algumas medidas de segurança foram tomadas no Brasil e no mundo como, por exemplo, eliminar a necessidade da assinatura do cliente no celular do entregador ao receber uma encomenda, ou até mesmo orientando o consumidor a manter uma distância de 2 metros do entregador, buscando a encomenda somente quando ele fosse embora.  

Nas áreas administrativas de diversas empresas de e-commerce muitos funcionários começaram a trabalhar remotamente em modelo home-office. E, em alguns casos específicos, quando não era possível trabalhar remotamente, para diminuir a concentração de pessoas no mesmo local, a ocupação máxima nos escritórios, refeitórios e salas de convivência foi restringida para a metade. 

Enquanto isso, as lojas físicas, como supermercados, hipermercados, mercearias e lojas de bairro, passaram a comprar volumes maiores para saírem menos de casa e permitirem que os clientes estocassem mantimentos, também saindo menos de casa. Além disso, a preocupação era a escassez do estoque de fornecedores antecipou as compras de estoque e matéria-prima em até 3 meses. 

A crise foi, ainda, uma oportunidade para que o varejo físico enxergasse que é hora de ajustar suas operações para o comércio eletrônico. Supermercados tradicionais têm uma participação baixa de vendas on-line, de cerca de 4%. Agora a tendência é que o setor cresça mais ainda.  

Com o aumento da demanda no e-commerce, a tendência é que os prazos de entrega fiquem mais longos. E essa é a hora de as startups do segmento exercerem o seu papel. Embora preocupante, o cenário mostrou grandes oportunidades para as startups de logística, que aproveitaram o momento de crescimento nas operações de e-commerce para oferecer serviços de entrega, monitoramento de cargas e estoques, disponibilização de frotas e mão de obra terceirizada. Afinal, o mercado logístico não pode parar, nem em meio a uma pandemia, visto que seu funcionamento é essencial para o transporte e entrega de alimentos, remédios, produtos de higiene e itens básicos e essenciais para a vida humana. 





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