Visões (virtual) de futuro para a indústria automotiva

Por tegUP, Aceleradora de Startups 

 

Simuladores de carros são alguns dos jogos mais antigos e populares no mundo todo, desde os primeiros vídeo-games até simuladores de grande porte em parques e locais de treinamento – cada vez mais misturando aprendizagem e gamificação na vida de quem trabalha no setor automotivo e do usuário comum.  

 

No momento atual da indústria automotiva, todas essas décadas de simulação virtual de direção estão unindo-se às tecnologias de virtualização de ambientes reais. Principalmente com realidade virtual e realidade aumentada, as pessoas estão mudando a maneira de comprarem seus veículos, de dirigirem e de interagirem com esses objetos conectados.  

 

O grupo de realidade virtual da PUC -RS define como realidade virtual tudo que envolva objetos virtuais; sistemas de rastreamento; óculos para projeção, entre outros itens, desde que sem conexão com o mundo real. Já a realidade aumentada é descrita por eles como o sistema computacional que permite a combinação de objetos reais com imagens geradas por computador, em tempo real. 

 

Ambas as tecnologias estão sendo utilizadas no Brasil em projetos piloto. Uma primeira frente de uso dessas tecnologias é na comercialização de automóveis. Em vez de ir na concessionária, fazer teste drive e pular de local em local para testar o modelo e a cor que mais agradam ao vivo, muito clientes já escolhem seus veículos com o uso de simuladores. Com óculos de realidade virtual, grandes concessionárias, por exemplo, permitem que você troque a cor do carro, do estofado e de partes do veículo, virtualmente.   

 

Com o carro comprado, passamos para o passo de produção e entrega do veículo. A manufatura aditiva ou Indústria 4.0 também está intrinsecamente ligada à realidade virtual. Isso porque, apenas com um parque produtivo preparado para produzir veículos customizados, é possível entregar essa demanda em larga escala. Assim, as máquinas nas fábricas são virtualizadas, ou seja, usam softwares de 3D são acompanhadas em um computador. Quando o desempenho vai mal, a máquina espelhada no ambiente virtual aponta quais problemas pode ter e simula (concomitantemente no mundo virtual e no real) as correções que podem ser feitas e seus efeitos em toda a cadeia de produção. 

 

O processo de manufatura da Indústria 4.0, além de permitir em escala a fabricação de produtos individualizados, também gera mais segurança. Com um operador de máquina analisando na tela do computador o que está sendo feito pelos equipamentos, com possibilidade de obter medidas precisas, o processo produtivo é muito mais controlado e os riscos de falhas técnicas e problemas de produção são reduzidos drasticamente. 

    

Com o veículo produzido, é hora de ir pra rua. A principal aplicação da realidade aumentada está em camadas que se sobrepõe ao vidro do carro ou caminhão. Essas camadas digitais (de maneira similar aos óculos do Google que se fala há tempos, ou às HoloLens da Microsoft) trazem dados do mundo real, tanto dos locais por onde o carro circula – com dicas que podem aumentar a segurança e a performance desse motorista – quanto dados do próprio carro – desempenho, segurança e melhor aproveitamento do carro e do motorista. A projeção virtual também pode acontecer nos retrovisores e em aparelhos de apoio ao motorista, adaptados para variados modelos de carros.  

 

Para os veículos de carga, além de apoiar a direção – ajudando motoristas a reduzirem a pressão da estrada e o stress do transporte de cargas pesadas – auxilia no carregamento do caminhão. Por exemplo, um tablet com um software relativamente simples usa a realidade aumentada para mostrar o que pode ser transportado, em que lugar do baú e em que posição, auxiliando também em um balanceamento mais seguro do peso da carga. Essa virtualização do processo de carregamento do caminhão também influencia na produtividade da equipe, acertando a melhor ordem de descarregamento dos produtos de acordo com a rota traçada.     

 

FordCadilac, Renault, Peugeot e outras grandes marcas multinacionais são algumas que já estão inseridas nesse mercado de realidade aumentada, porém há também muitas startups ganhando espaço nesse cenário. WayRay, por exemplo, foi a startup escolhida no ano passado por uma competição global chamada Top Ten Automotive Startups. A empresa produz uma tecnologia que projeta a navegação do veículoalertas para o motorista, obstáculos na via, mudanças de rota etc.  

 

Indo além do momento de direção, a realidade aumentada fecha seu ciclo de utilização na indústria automotiva ao voltar-se para a estrutura do veículo, para correção de funcionamento e montagem de peças. Aplicativos são usados por empresas que fazem reparos de carros para sobrepor imagens de orientação às imagens captadas do veículo por câmera. Assim, o serviço de manutenção mantém-se padronizado e pode ser feito com mais precisão e confiabilidade – gerando tanto segurança de direção quanto mais informações técnicas para que a gente possa, enfim, saber a real necessidade de um reparo no veículo. 

 

Sobre o Autor 

tegUP, aceleradora de startups e braço de inovação aberta da Tegma Gestão Logística. A aceleradora apoia startups e empresas de tecnologia transformadoras que ofereçam produtos, serviços e tecnologia relacionados ao universo da Logística, apresentem alto potencial de evolução e necessitem de algum tipo de suporte para acelerar seu crescimento. 

  





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